sábado, 2 de abril de 2011

Idiossincrasia

Muito tempo sem postar, logo voltarei a dizer minhas besteiras, besteiras essas que faço questão de expor, pena que os leitores não comentem, não pressuponho deter a verdade e quero aprender com todos (as). Não me privarei de dizer o que penso, é preferível mudar de opinião a ser um(a) simples papagaio.

deus, deus e deus... não tenho paciência para credo inadvertido. A humanidade rasga a Bíblia todos os dias e vem com discursinho cívico-religioso pra cima de mim, eu rio, Deus é maior. Esse Deus, não é aquele que papai e mamãe ou a escola ou a mídia me fizeram acreditar que existe.

"Pensar é o que muita gente acha que está fazendo, quando está apenas rearrumando seus preconceitos."
William James

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

[...] UEFS etc


É, está chegando o fim do 'semestre'. Eu, inocente, há poucos meses atrás me preparava para o vestibular, estudando como um condenado. Só pensava em entrar, digo, estudar na UEFS. Uns docentes atenderam as minhas expectativas, outros nem tanto. As vezes esqueço que estou numa universidade pública.
Logo estaremos em férias e que férias, 60 dias! Até que ponto esse tempo todo representa um benefício? Começamos tarde, terminamos tarde e sem tempo, últimas avaliações feitas de qualquer modo, até repetir nota vale.
Novas expectativas para o próximo semestre, se não podemos esperar excelência de todos os professores que ao menos tenhamos o quadro completo de docentes.
Que o desânimo de alguns docentes não nos contagie e seus salários aumentem. Que todos aproveitem o recesso pra estudar as novas matérias, vamos 'arrancar o couro' desses professores (risos)! Que sejamos solidários uns com os outros. Que ninguém vá pra final!E que sejam continuados nossos blogs, afinal é um instrumento de integração e pode ser usado para os mais diversos fins, inclusive protestar. Aqui, temos liberdade para levantar aquela discussão que temos receio de comentar na sala, apesar dos poucos comentários ou nenhum, a galera visita e tira suas impressões, até mesmo muda de opinião, ainda que não externalize isso. Os fatores mais importantes numa discussão não são as opiniões análogas e sim o quanto essas opiniões análogas/antagônicas se complementam, partindo desse ponto pode-se construir um pensamento mais sólido, do contrário, o que vemos são falácias, monólogos, palavras ao vento, sem fundamento, apenas algo que se diz geração a geração e que a maioria prefere sucumbir ao invés de contestar. Vamos estender nossa capacidade cognitiva, não nos atenhamos a pensamentos mesquinhos.




sábado, 27 de novembro de 2010

Coleta de dados em curso

A maior parte da turma já decidiu o que fazer, entre os temas abordados temos:
  • O bem estar no ambiente de trabalho; Ex: UEFS
  • A administração e cultura; Essa relação é amistosa?
  • Intercâmbio: oportunidades, custos...
  • Marketing;
  • Racismo nas empresas; Existe um padrão de beleza? Vamos quebrá-lo?
Existem outros assuntos, os responsáveis estavam ausentes. Com o que foi dito em sala o Prof. tentou abrir uma discussão acerca de cada problemática, orientando os presentes a recortar mais o tema escolhido no tempo e espaço. Ainda estou decidindo alguns pontos do projeto que desenvolvo em parceria com Vivi, contudo o farei a tempo. Estamos lendo, lendo...

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

"Meu padrinho é Obaluaê, Orixá ê"


"A chamada teologia da batalha espiritual tomou força nas duas últimas décadas, junto com o crescimento do universo evangélico que inclui hoje forte poder midiático e político. Essa expansão evangélica no Brasil também fez eclodir atos de intolerância religiosa praticados contra as religiões afro-brasileiras, principalmente partindo de neopentecostais. Desde que o fundador da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), o bispo Edir Macedo, declarou guerra aos "orixás, caboclos e guias" numa clara alusão aos elementos dos rituais do candomblé, da umbanda e do espiritismo, jornais, revistas e a mídia em geral têm noticiado os constantes ataques sofridos pelas religiões de matriz africana. O demônio iurdiano leva o nome de "exu", "pomba-gira", "encosto", ou seja, para esses neopentecostais tudo que se refere às religiões afro-brasileiras é contagioso; é obra do diabo e deve ser evitado por aqueles que optaram por "aceitar Jesus"." (LUI, 2008)

"Tratado durante muito tempo com discrição e segredo, o culto dos exus e pombagiras, identificados erroneamente como figuras diabólicas, veio recentemente a ocupar na umbanda lugar aberto e de realce (Prandi, 1996, cap. 4 e 2001). Era tudo de que precisava um certo pentecostalismo: agora o diabo estava ali bem à mão, nos terreiros adversários, visível e palpável, pronto para ser humilhado e vencido. O neopentecostalismo leva ao pé da letra a idéia de que o diabo está entre nós, incitando seus seguidores a divisá-lo nos transes rituais dos terreiros de candomblé e umbanda. Pastores da Igreja Universal do Reino de Deus, em cerimônias fartamente veiculadas pela televisão, submetem desertores da umbanda e do candomblé, em estado de transe, a rituais de exorcismo, que têm por fim humilhar e escorraçar as entidades espirituais afro-brasileiras incorporadas, que eles consideram manifestações do demônio (Mariano, 1999)." (PRANDI, 2004)

"Ainda hoje nos candomblés do Brasil procura-se ensinar que a experiência é a chave do conhecimento, que tudo se aprende fazendo, vendo, participando. Cada coisa no seu devido tempo. Assim, o conhecimento do velho é o conhecimento legítimo, ao qual se chega ao longo de toda uma vida. Roger Bastide, que estudou o candomblé na década de 50, escreveu que "são os sacerdotes que têm a noção do valor do tempo; é o tempo que amadurece o conhecimento das coisas; o ocidental tudo quer saber desde o primeiro instante, eis por que, no fundo, nada compreende" (Bastide, 1978, p. 12)." (PRANDI, 2001)

Não é meu intuito emitir juízo de valor sobre Candomblé ou quaisquer religiões, não me jacto a tanto. Proponho uma reflexão àqueles que, ingênuos, deixam 'x' subir aos púlpitos, altares de templos religiosos e estando lá do alto com toda 'benevolência', diga-se de passagem, discernem sobre o que é bem e mal em suas vidas, muito cuidado com 'x'. Ou ainda acreditam em superstições, que acreditem, mas vejam seus limites.

Há algum tempo pessoas me procuram com o mesmo questionamento: "Você é de Cachoeira? 'Macumbeiro'/Filho de Santo?" Filho de Santo eu não sou, e não digo graças a Deus, não sou porque não tenho Santo e basta. Agora, 'má-cumba', creio eu, é algo fantasiado por essas pessoas, só existe na cabeça delas, algo macabro e tenebroso, seus pesadelos mais obscuros querem relacionar ao Candomblé, porque Candomblé, caro leitor, até onde sei não é nada disso, antes de abrir a boca pesquise e estude, não permita ser rotulado 'ignorante', afaste-se do senso comum o máximo que puder. Para os mais curiosos... visitem Cachoeira, procurem um terreiro, ninguém lhes fará mal, o Guarany de Oxossí visitei e gostei, que mal há nisso? O único mal que percebo nessa ladainha toda é o pré-conceito (com toda carga negativa).

"Julgando mal você gasta tempo e energia ao invés de levar a magia ao irmão seu." Ponto de Equilíbrio

“O sofrimento religioso é, a um único e mesmo tempo, a expressão do sofrimento real e um protesto contra o sofrimento real. A religião é o suspiro da criatura oprimida, o coração de um mundo sem coração e a alma de condições desalmadas. É o ópio do povo”. Karl Marx

E não sou filiado a religião alguma. Quem quiser fazer uma consulta que procure um Babalorixá ou uma Ialorixá aqui desta terrinha abençoada por Deus, por todos os Santos e Orixás!

Um axé!

Referências

LUI, J. A. . Os Rumos da Intolerância Religiosa no Brasil. Religião & Sociedade, v. 28, p. 211-214, 2008.

PRANDI, Reginaldo. . O Brasil com axé: candomblé e umbanda no mercado religioso. Estudos Avançados, São Paulo, v. 18, n. 52, p. 51-66, 2004.

PRANDI, Reginaldo. . O candomblé e o tempo: concepções de tempo, saber e autoridade da África para as religiões afro-brasileiras. Revista Brasileira de Ciências Sociais, São Paulo, n. 47, p. 43-58, 2001.

Projeto

Continuamos no Projeto de Pesquisa...
Algumas referências encontrei em www.scielo.org.. Quero desenvolver sobre racismo nas empresas, optei por uma maneira mais específica, a qual não vou dizer por enquanto. Em parceria com Viviane estou aprimorando problemática e justificativa, logo mais finalizaremos essa primeira parte.
Nesta quinta (18/11) o Prof. Eric comentou a respeito do uso de entrevistas numa pesquisa.
Há certa pobreza num questionário objetivo e algo muito extenso nos questionários abertos, eu optaria por questões fechadas em maior número e poucas, pouquíssimas abertas, apenas para saber a opinião de cada entrevistado de forma ampla.
As pessoas mentem nas entrevistas? Qual o motivo da mentira?
Constrangimento?! Necessidade própria (risos).
Para obter maior certeza de que as respostas serão corretas prefira entrevistar pessoas que estejam inseridas no seu contexto social, amigos, conhecidos, enfim, aqueles que por terem alguma ligação com você demonstrem maior probabilidade de serem sinceros.

sábado, 30 de outubro de 2010

Projetos

E agora? Desenvolver projeto de pesquisa.

Buscar boas referências, ter uma idéia inusitada. Temos que passar segurança e possibilidade de aplicação do nosso esboço. O que pesquisar? Esse é o principal problema, estou com muitas idéias, dúvidas. O tema deve ter relação com o nosso curso e ser algo que gostamos, faz sentido desenvolver projeto por algo que não nos interessa?
Tema escolhido, buscar 10 (dez) referências adequadas e mostrá-las ao Prof., feito isso, começaremos a escrever e justificar nosso projeto. Tem que ser algo impressionante, que impulsione alguém a executá-lo.

Mas, porque desenvolver tal projeto?

Buscar respostas para problemáticas, contribuir para o mundo científico e a sociedade como um todo, alguns trazem grandes benefícios depois de aplicados.

Esse primeiro contato com "Projetos de Pesquisa" ocorreu na última quinta-feira (28/10/10)

Bem, não tenho mais a dizer , no decorrer das aulas venho aqui compartilhar.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Seja presente

Ontem (21/10/10), infelizmente, não contamos com a presença do Prof., seria 'ausência' o tema da aula?

Então, segundo o Aurélio Jr. (Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, p. 116) AUSÊNCIA é: subst. fem. 1. O fato de alguém se afastar, se apartar de alguém ou de algo; afastamento. 2. Não comparecimento; falta. 3. Inexistência, falta. 4. Saúde Perda passageira de consciência.

Vivemos a era da tecnologia avançada, que consigo traz muitas ausências. Ausência de preocupação com o meio ambiente, a tão falada sustentabilidade. Ausência de valores, não sou nenhum moralista mas tudo tem limites, deixamos cada vez mais aflorar nossa promiscuidade, seja nas novas danças/festas, nos arquivos que, como num passe de mágica, foram parar na rede ou nos dispositivos portáteis que servem para banalizar os fatos. Educação cadê você?
Falta compromisso, não dos políticos, eles nunca tiveram, da população mesmo, estamos desmotivados, a juventude perdeu a garra de protestar.
A onda agora é marginalizar os movimentos sociais, um meio sutil e fácil de detê-los.
Movimento negro é racismo às avessas, complexo.
Movimento dos sem terra é coisa de vagabundo, ladrão.
Preocupação com o planeta? Ah! Isso é onda de ecomaluco, segundo um de nossos representantes políticos é ocupação para maconheiro. Economia ambiental custa caro.
Doar terra para os índios, 'o que é FUNAI?'
As questões sociais são complexas e cansam, cansam muito. As vezes você quer mudar, quer salvar o mundo. Salvar o mundo é demais né? A cidade está de bom tamanho. Começa convencendo as pessoas de suas idéias, geral vai te rotular crazy, uns irrelevantes te darão apoio. Não é o suficiente. O dinheiro convence mais rápido. Não desista, um dia você prospera.
Há na tua cidade aquela indústria que joga detritos no rio, mas emprega a população e diz ter 'responsabilidade social', se a empresa fechar onde o povo vai trabalhar? Fica na tua que é melhor.
Chega aquele dia em que você acorda muito louco, se achando o superman, dizendo a si mesmo que vai sair, protestar, quebrar tudo, e quando os cães de guarda chegarem? Lembre-se que você não voa e que eles chegarão prontos pra guerra!
É, preocupação com o social não rende lucros financeiros. Se você tem engajamento com a questão eu te apóio, só não me chame pra morrer por isso. Hoje não vale a pena, o povo precisa de uma lavagem cerebral. Eles precisam saber o que é nosso, que somos todos iguais, que juntos podemos 'salvar mundo'.