sábado, 27 de novembro de 2010

Coleta de dados em curso

A maior parte da turma já decidiu o que fazer, entre os temas abordados temos:
  • O bem estar no ambiente de trabalho; Ex: UEFS
  • A administração e cultura; Essa relação é amistosa?
  • Intercâmbio: oportunidades, custos...
  • Marketing;
  • Racismo nas empresas; Existe um padrão de beleza? Vamos quebrá-lo?
Existem outros assuntos, os responsáveis estavam ausentes. Com o que foi dito em sala o Prof. tentou abrir uma discussão acerca de cada problemática, orientando os presentes a recortar mais o tema escolhido no tempo e espaço. Ainda estou decidindo alguns pontos do projeto que desenvolvo em parceria com Vivi, contudo o farei a tempo. Estamos lendo, lendo...

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

"Meu padrinho é Obaluaê, Orixá ê"


"A chamada teologia da batalha espiritual tomou força nas duas últimas décadas, junto com o crescimento do universo evangélico que inclui hoje forte poder midiático e político. Essa expansão evangélica no Brasil também fez eclodir atos de intolerância religiosa praticados contra as religiões afro-brasileiras, principalmente partindo de neopentecostais. Desde que o fundador da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), o bispo Edir Macedo, declarou guerra aos "orixás, caboclos e guias" numa clara alusão aos elementos dos rituais do candomblé, da umbanda e do espiritismo, jornais, revistas e a mídia em geral têm noticiado os constantes ataques sofridos pelas religiões de matriz africana. O demônio iurdiano leva o nome de "exu", "pomba-gira", "encosto", ou seja, para esses neopentecostais tudo que se refere às religiões afro-brasileiras é contagioso; é obra do diabo e deve ser evitado por aqueles que optaram por "aceitar Jesus"." (LUI, 2008)

"Tratado durante muito tempo com discrição e segredo, o culto dos exus e pombagiras, identificados erroneamente como figuras diabólicas, veio recentemente a ocupar na umbanda lugar aberto e de realce (Prandi, 1996, cap. 4 e 2001). Era tudo de que precisava um certo pentecostalismo: agora o diabo estava ali bem à mão, nos terreiros adversários, visível e palpável, pronto para ser humilhado e vencido. O neopentecostalismo leva ao pé da letra a idéia de que o diabo está entre nós, incitando seus seguidores a divisá-lo nos transes rituais dos terreiros de candomblé e umbanda. Pastores da Igreja Universal do Reino de Deus, em cerimônias fartamente veiculadas pela televisão, submetem desertores da umbanda e do candomblé, em estado de transe, a rituais de exorcismo, que têm por fim humilhar e escorraçar as entidades espirituais afro-brasileiras incorporadas, que eles consideram manifestações do demônio (Mariano, 1999)." (PRANDI, 2004)

"Ainda hoje nos candomblés do Brasil procura-se ensinar que a experiência é a chave do conhecimento, que tudo se aprende fazendo, vendo, participando. Cada coisa no seu devido tempo. Assim, o conhecimento do velho é o conhecimento legítimo, ao qual se chega ao longo de toda uma vida. Roger Bastide, que estudou o candomblé na década de 50, escreveu que "são os sacerdotes que têm a noção do valor do tempo; é o tempo que amadurece o conhecimento das coisas; o ocidental tudo quer saber desde o primeiro instante, eis por que, no fundo, nada compreende" (Bastide, 1978, p. 12)." (PRANDI, 2001)

Não é meu intuito emitir juízo de valor sobre Candomblé ou quaisquer religiões, não me jacto a tanto. Proponho uma reflexão àqueles que, ingênuos, deixam 'x' subir aos púlpitos, altares de templos religiosos e estando lá do alto com toda 'benevolência', diga-se de passagem, discernem sobre o que é bem e mal em suas vidas, muito cuidado com 'x'. Ou ainda acreditam em superstições, que acreditem, mas vejam seus limites.

Há algum tempo pessoas me procuram com o mesmo questionamento: "Você é de Cachoeira? 'Macumbeiro'/Filho de Santo?" Filho de Santo eu não sou, e não digo graças a Deus, não sou porque não tenho Santo e basta. Agora, 'má-cumba', creio eu, é algo fantasiado por essas pessoas, só existe na cabeça delas, algo macabro e tenebroso, seus pesadelos mais obscuros querem relacionar ao Candomblé, porque Candomblé, caro leitor, até onde sei não é nada disso, antes de abrir a boca pesquise e estude, não permita ser rotulado 'ignorante', afaste-se do senso comum o máximo que puder. Para os mais curiosos... visitem Cachoeira, procurem um terreiro, ninguém lhes fará mal, o Guarany de Oxossí visitei e gostei, que mal há nisso? O único mal que percebo nessa ladainha toda é o pré-conceito (com toda carga negativa).

"Julgando mal você gasta tempo e energia ao invés de levar a magia ao irmão seu." Ponto de Equilíbrio

“O sofrimento religioso é, a um único e mesmo tempo, a expressão do sofrimento real e um protesto contra o sofrimento real. A religião é o suspiro da criatura oprimida, o coração de um mundo sem coração e a alma de condições desalmadas. É o ópio do povo”. Karl Marx

E não sou filiado a religião alguma. Quem quiser fazer uma consulta que procure um Babalorixá ou uma Ialorixá aqui desta terrinha abençoada por Deus, por todos os Santos e Orixás!

Um axé!

Referências

LUI, J. A. . Os Rumos da Intolerância Religiosa no Brasil. Religião & Sociedade, v. 28, p. 211-214, 2008.

PRANDI, Reginaldo. . O Brasil com axé: candomblé e umbanda no mercado religioso. Estudos Avançados, São Paulo, v. 18, n. 52, p. 51-66, 2004.

PRANDI, Reginaldo. . O candomblé e o tempo: concepções de tempo, saber e autoridade da África para as religiões afro-brasileiras. Revista Brasileira de Ciências Sociais, São Paulo, n. 47, p. 43-58, 2001.

Projeto

Continuamos no Projeto de Pesquisa...
Algumas referências encontrei em www.scielo.org.. Quero desenvolver sobre racismo nas empresas, optei por uma maneira mais específica, a qual não vou dizer por enquanto. Em parceria com Viviane estou aprimorando problemática e justificativa, logo mais finalizaremos essa primeira parte.
Nesta quinta (18/11) o Prof. Eric comentou a respeito do uso de entrevistas numa pesquisa.
Há certa pobreza num questionário objetivo e algo muito extenso nos questionários abertos, eu optaria por questões fechadas em maior número e poucas, pouquíssimas abertas, apenas para saber a opinião de cada entrevistado de forma ampla.
As pessoas mentem nas entrevistas? Qual o motivo da mentira?
Constrangimento?! Necessidade própria (risos).
Para obter maior certeza de que as respostas serão corretas prefira entrevistar pessoas que estejam inseridas no seu contexto social, amigos, conhecidos, enfim, aqueles que por terem alguma ligação com você demonstrem maior probabilidade de serem sinceros.