sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

[...] UEFS etc


É, está chegando o fim do 'semestre'. Eu, inocente, há poucos meses atrás me preparava para o vestibular, estudando como um condenado. Só pensava em entrar, digo, estudar na UEFS. Uns docentes atenderam as minhas expectativas, outros nem tanto. As vezes esqueço que estou numa universidade pública.
Logo estaremos em férias e que férias, 60 dias! Até que ponto esse tempo todo representa um benefício? Começamos tarde, terminamos tarde e sem tempo, últimas avaliações feitas de qualquer modo, até repetir nota vale.
Novas expectativas para o próximo semestre, se não podemos esperar excelência de todos os professores que ao menos tenhamos o quadro completo de docentes.
Que o desânimo de alguns docentes não nos contagie e seus salários aumentem. Que todos aproveitem o recesso pra estudar as novas matérias, vamos 'arrancar o couro' desses professores (risos)! Que sejamos solidários uns com os outros. Que ninguém vá pra final!E que sejam continuados nossos blogs, afinal é um instrumento de integração e pode ser usado para os mais diversos fins, inclusive protestar. Aqui, temos liberdade para levantar aquela discussão que temos receio de comentar na sala, apesar dos poucos comentários ou nenhum, a galera visita e tira suas impressões, até mesmo muda de opinião, ainda que não externalize isso. Os fatores mais importantes numa discussão não são as opiniões análogas e sim o quanto essas opiniões análogas/antagônicas se complementam, partindo desse ponto pode-se construir um pensamento mais sólido, do contrário, o que vemos são falácias, monólogos, palavras ao vento, sem fundamento, apenas algo que se diz geração a geração e que a maioria prefere sucumbir ao invés de contestar. Vamos estender nossa capacidade cognitiva, não nos atenhamos a pensamentos mesquinhos.




sábado, 27 de novembro de 2010

Coleta de dados em curso

A maior parte da turma já decidiu o que fazer, entre os temas abordados temos:
  • O bem estar no ambiente de trabalho; Ex: UEFS
  • A administração e cultura; Essa relação é amistosa?
  • Intercâmbio: oportunidades, custos...
  • Marketing;
  • Racismo nas empresas; Existe um padrão de beleza? Vamos quebrá-lo?
Existem outros assuntos, os responsáveis estavam ausentes. Com o que foi dito em sala o Prof. tentou abrir uma discussão acerca de cada problemática, orientando os presentes a recortar mais o tema escolhido no tempo e espaço. Ainda estou decidindo alguns pontos do projeto que desenvolvo em parceria com Vivi, contudo o farei a tempo. Estamos lendo, lendo...

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

"Meu padrinho é Obaluaê, Orixá ê"


"A chamada teologia da batalha espiritual tomou força nas duas últimas décadas, junto com o crescimento do universo evangélico que inclui hoje forte poder midiático e político. Essa expansão evangélica no Brasil também fez eclodir atos de intolerância religiosa praticados contra as religiões afro-brasileiras, principalmente partindo de neopentecostais. Desde que o fundador da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), o bispo Edir Macedo, declarou guerra aos "orixás, caboclos e guias" numa clara alusão aos elementos dos rituais do candomblé, da umbanda e do espiritismo, jornais, revistas e a mídia em geral têm noticiado os constantes ataques sofridos pelas religiões de matriz africana. O demônio iurdiano leva o nome de "exu", "pomba-gira", "encosto", ou seja, para esses neopentecostais tudo que se refere às religiões afro-brasileiras é contagioso; é obra do diabo e deve ser evitado por aqueles que optaram por "aceitar Jesus"." (LUI, 2008)

"Tratado durante muito tempo com discrição e segredo, o culto dos exus e pombagiras, identificados erroneamente como figuras diabólicas, veio recentemente a ocupar na umbanda lugar aberto e de realce (Prandi, 1996, cap. 4 e 2001). Era tudo de que precisava um certo pentecostalismo: agora o diabo estava ali bem à mão, nos terreiros adversários, visível e palpável, pronto para ser humilhado e vencido. O neopentecostalismo leva ao pé da letra a idéia de que o diabo está entre nós, incitando seus seguidores a divisá-lo nos transes rituais dos terreiros de candomblé e umbanda. Pastores da Igreja Universal do Reino de Deus, em cerimônias fartamente veiculadas pela televisão, submetem desertores da umbanda e do candomblé, em estado de transe, a rituais de exorcismo, que têm por fim humilhar e escorraçar as entidades espirituais afro-brasileiras incorporadas, que eles consideram manifestações do demônio (Mariano, 1999)." (PRANDI, 2004)

"Ainda hoje nos candomblés do Brasil procura-se ensinar que a experiência é a chave do conhecimento, que tudo se aprende fazendo, vendo, participando. Cada coisa no seu devido tempo. Assim, o conhecimento do velho é o conhecimento legítimo, ao qual se chega ao longo de toda uma vida. Roger Bastide, que estudou o candomblé na década de 50, escreveu que "são os sacerdotes que têm a noção do valor do tempo; é o tempo que amadurece o conhecimento das coisas; o ocidental tudo quer saber desde o primeiro instante, eis por que, no fundo, nada compreende" (Bastide, 1978, p. 12)." (PRANDI, 2001)

Não é meu intuito emitir juízo de valor sobre Candomblé ou quaisquer religiões, não me jacto a tanto. Proponho uma reflexão àqueles que, ingênuos, deixam 'x' subir aos púlpitos, altares de templos religiosos e estando lá do alto com toda 'benevolência', diga-se de passagem, discernem sobre o que é bem e mal em suas vidas, muito cuidado com 'x'. Ou ainda acreditam em superstições, que acreditem, mas vejam seus limites.

Há algum tempo pessoas me procuram com o mesmo questionamento: "Você é de Cachoeira? 'Macumbeiro'/Filho de Santo?" Filho de Santo eu não sou, e não digo graças a Deus, não sou porque não tenho Santo e basta. Agora, 'má-cumba', creio eu, é algo fantasiado por essas pessoas, só existe na cabeça delas, algo macabro e tenebroso, seus pesadelos mais obscuros querem relacionar ao Candomblé, porque Candomblé, caro leitor, até onde sei não é nada disso, antes de abrir a boca pesquise e estude, não permita ser rotulado 'ignorante', afaste-se do senso comum o máximo que puder. Para os mais curiosos... visitem Cachoeira, procurem um terreiro, ninguém lhes fará mal, o Guarany de Oxossí visitei e gostei, que mal há nisso? O único mal que percebo nessa ladainha toda é o pré-conceito (com toda carga negativa).

"Julgando mal você gasta tempo e energia ao invés de levar a magia ao irmão seu." Ponto de Equilíbrio

“O sofrimento religioso é, a um único e mesmo tempo, a expressão do sofrimento real e um protesto contra o sofrimento real. A religião é o suspiro da criatura oprimida, o coração de um mundo sem coração e a alma de condições desalmadas. É o ópio do povo”. Karl Marx

E não sou filiado a religião alguma. Quem quiser fazer uma consulta que procure um Babalorixá ou uma Ialorixá aqui desta terrinha abençoada por Deus, por todos os Santos e Orixás!

Um axé!

Referências

LUI, J. A. . Os Rumos da Intolerância Religiosa no Brasil. Religião & Sociedade, v. 28, p. 211-214, 2008.

PRANDI, Reginaldo. . O Brasil com axé: candomblé e umbanda no mercado religioso. Estudos Avançados, São Paulo, v. 18, n. 52, p. 51-66, 2004.

PRANDI, Reginaldo. . O candomblé e o tempo: concepções de tempo, saber e autoridade da África para as religiões afro-brasileiras. Revista Brasileira de Ciências Sociais, São Paulo, n. 47, p. 43-58, 2001.

Projeto

Continuamos no Projeto de Pesquisa...
Algumas referências encontrei em www.scielo.org.. Quero desenvolver sobre racismo nas empresas, optei por uma maneira mais específica, a qual não vou dizer por enquanto. Em parceria com Viviane estou aprimorando problemática e justificativa, logo mais finalizaremos essa primeira parte.
Nesta quinta (18/11) o Prof. Eric comentou a respeito do uso de entrevistas numa pesquisa.
Há certa pobreza num questionário objetivo e algo muito extenso nos questionários abertos, eu optaria por questões fechadas em maior número e poucas, pouquíssimas abertas, apenas para saber a opinião de cada entrevistado de forma ampla.
As pessoas mentem nas entrevistas? Qual o motivo da mentira?
Constrangimento?! Necessidade própria (risos).
Para obter maior certeza de que as respostas serão corretas prefira entrevistar pessoas que estejam inseridas no seu contexto social, amigos, conhecidos, enfim, aqueles que por terem alguma ligação com você demonstrem maior probabilidade de serem sinceros.

sábado, 30 de outubro de 2010

Projetos

E agora? Desenvolver projeto de pesquisa.

Buscar boas referências, ter uma idéia inusitada. Temos que passar segurança e possibilidade de aplicação do nosso esboço. O que pesquisar? Esse é o principal problema, estou com muitas idéias, dúvidas. O tema deve ter relação com o nosso curso e ser algo que gostamos, faz sentido desenvolver projeto por algo que não nos interessa?
Tema escolhido, buscar 10 (dez) referências adequadas e mostrá-las ao Prof., feito isso, começaremos a escrever e justificar nosso projeto. Tem que ser algo impressionante, que impulsione alguém a executá-lo.

Mas, porque desenvolver tal projeto?

Buscar respostas para problemáticas, contribuir para o mundo científico e a sociedade como um todo, alguns trazem grandes benefícios depois de aplicados.

Esse primeiro contato com "Projetos de Pesquisa" ocorreu na última quinta-feira (28/10/10)

Bem, não tenho mais a dizer , no decorrer das aulas venho aqui compartilhar.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Seja presente

Ontem (21/10/10), infelizmente, não contamos com a presença do Prof., seria 'ausência' o tema da aula?

Então, segundo o Aurélio Jr. (Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, p. 116) AUSÊNCIA é: subst. fem. 1. O fato de alguém se afastar, se apartar de alguém ou de algo; afastamento. 2. Não comparecimento; falta. 3. Inexistência, falta. 4. Saúde Perda passageira de consciência.

Vivemos a era da tecnologia avançada, que consigo traz muitas ausências. Ausência de preocupação com o meio ambiente, a tão falada sustentabilidade. Ausência de valores, não sou nenhum moralista mas tudo tem limites, deixamos cada vez mais aflorar nossa promiscuidade, seja nas novas danças/festas, nos arquivos que, como num passe de mágica, foram parar na rede ou nos dispositivos portáteis que servem para banalizar os fatos. Educação cadê você?
Falta compromisso, não dos políticos, eles nunca tiveram, da população mesmo, estamos desmotivados, a juventude perdeu a garra de protestar.
A onda agora é marginalizar os movimentos sociais, um meio sutil e fácil de detê-los.
Movimento negro é racismo às avessas, complexo.
Movimento dos sem terra é coisa de vagabundo, ladrão.
Preocupação com o planeta? Ah! Isso é onda de ecomaluco, segundo um de nossos representantes políticos é ocupação para maconheiro. Economia ambiental custa caro.
Doar terra para os índios, 'o que é FUNAI?'
As questões sociais são complexas e cansam, cansam muito. As vezes você quer mudar, quer salvar o mundo. Salvar o mundo é demais né? A cidade está de bom tamanho. Começa convencendo as pessoas de suas idéias, geral vai te rotular crazy, uns irrelevantes te darão apoio. Não é o suficiente. O dinheiro convence mais rápido. Não desista, um dia você prospera.
Há na tua cidade aquela indústria que joga detritos no rio, mas emprega a população e diz ter 'responsabilidade social', se a empresa fechar onde o povo vai trabalhar? Fica na tua que é melhor.
Chega aquele dia em que você acorda muito louco, se achando o superman, dizendo a si mesmo que vai sair, protestar, quebrar tudo, e quando os cães de guarda chegarem? Lembre-se que você não voa e que eles chegarão prontos pra guerra!
É, preocupação com o social não rende lucros financeiros. Se você tem engajamento com a questão eu te apóio, só não me chame pra morrer por isso. Hoje não vale a pena, o povo precisa de uma lavagem cerebral. Eles precisam saber o que é nosso, que somos todos iguais, que juntos podemos 'salvar mundo'.

sábado, 16 de outubro de 2010

Reggae: Um conceito de vida a seguir

No último encontro com a turma (14/10/10), Prof. Eric decidiu que iríamos ter aula no módulo 7, estando lá ele exibiu alguns slides e um video para nos mostrar como produzir mapas conceituais. Fomos orientados a produzir nossos mapas, de forma manuscrita. Me parece que a maioria da classe gostou da atividade. Eu, Viviane e Diana produzimos a respeito de 'Quem somos?' e 'O que é a universidade pública?'. Fizemos diversas ligações entre aspectos de nossa personalidade que esbarram na diversidade que a convivência acadêmica nos proporciona, apresentamos ainda, pontos positivos e negativos em relação ao quadro docente de nosso curso.
A aula foi saudável, aprendemos de forma divertida, algumas pessoas disseram estar viciadas na produção de mapas, um novo jogo?!
O mapa conceitual serve para organizar informações, estudar, planejar. Como ferramenta de metacognição, nos mostra como nossos pensamentos evoluem, o que aprendemos em cima do que já sabemos.
'Traz segurança para uma apresentação', disse o Prof. Eric.
Hoje me deu vontade de produzir este:


Para visualizar melhor clique sobre a imagem e aperte Ctrl + - até que a imagem se adeque ao tamanho da tela.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Produzindo fichas

DALBOSCO, C. ; ZITKOSKI, Débora Maria. Modelo de Gestão: Um estudo em empresas familiares. Revista de Administração, Frederico Westphalen - RS, v. 4, n. 7, p. 17-47, dez. 2005.

"O processo de gerenciamento da pequena empresa familiar é caracterizado pelo elevado grau de informalidade, dificultando o mapeamento dos indicadores de desempenho para controle de sua gestão. Assim sendo, a busca de competitividade e o alcance de efetividade organizacional são tarefas difíceis de serem cumpridas num contexto em que nem sempre existe capacidade gerencial e tecnológica para gerar informações e tomar decisões eficazes." (p. 19)

"É verdade que muitas delas são pequenas propriedades que nunca crescerão ou serão passadas de uma geração para outra. Muitas, porém, estão entre as maiores e mais bem sucedidas do mundo." (p. 20)

"A empresa familiar é uma das mais antigas formas de negócio surgidas ao longo da evolução da humanidade, sendo assim a mais comum, a propriedade rural." (p. 21)

"Sua operacionalização sofre influência de alguns fatores como a qualidade dos recursos humanos e o parentesco." (p. 23)

"A criação do conselho de sócios ou conselho de família, a adoção de mecanismos para facilitar as alterações no quadro societário [...] ter o controle sobre as mordomias [...] desenvolver a separação entre a família e a empresa [...]" (p. 23)

"[...] questões de segmento de atuação e de trocas culturais predominantes [...] valores da família [...] idade dos gestores [...] são alguns aspectos que interferem na modelagem administrativa." (p. 32)

" As empresas familiares devem não apenas ser concebidas pela idéia de um empreendedor que desenvolveu, copiou ou implementou algo [...] devem surgir dentro de uma visão de perpetuidade." (p. 40)

"A gestão [...] é [...] tema abrangente e desafiante [...] contexto de complexidade e competitividade que supera de forma inigualável décadas anteriores [...] preparo para se manter uma empresa familiar gerando resultados para a família e [...] sociedade." (p. 42)

Encontram-se acima exemplos de FICHAS, atividade que envolve a leitura de um artigo, em revista científica, e a separação de suas partes relevantes, estas fichas devem apresentar uma síntese tão boa de tal forma que dispensem a leitura do texto por outras vezes, vale ressaltar que é algo particular, o mais importante é que o autor das fichas tenha intimidade com o seu conteúdo. Esse foi o tema de nossa aula, última quinta-feira, 07/10/10.

domingo, 26 de setembro de 2010

Eu, tu, ele, nós... alienados!

Ultima quinta feira (23/09/10), aula ainda a respeito da credibilidade de textos, revistas, jornais.

É óbvio que qualquer texto segue uma tendência, própria do autor ou de quem o paga, sendo assim, o mais importante não é o fato de um texto seguir uma tendência negativa ou positiva e sim quais as proporções dos seus reflexos na sociedade. Um texto pode seguir um estilo fora dos padrões convencionais e não chamar tanto a atenção do público como um texto trivial, mas rico em imagens, num layout altamente PROPAGANDA, que as vezes nós lemos e nem percebemos a indução que exerce sobre nós, e compramos, defendemos, usamos e recomendamos aquele produto desnecessário, é a moda, todo mundo faz assim ué! (risos). E é fácil perceber que nem o mais alto senso crítico está isento de sua moderada quantidade de alienação. Todos tem seus gostos, somos egocêntricos, nem sempre é algo supérfluo, pode ser para quem está a parte, porém quem usa sente-se bem e daí? O cuidado que devemos ter é até quando controlamos nosso ego; Alienação, moderada!

Várias pessoas caminham numa linha estreita entre os desejos individuais inerentes a qualquer ser e a falta de personalidade, e por incrível que pareça quando chega as eleições algumas usam como critério de voto a beleza dos candidatos, os que prometem festas, cestas básicas... hmm a melhor piada.
Será que essas pessoas são assim porque gostam de ser idiotas? Ou será que durante sua vida escolar todos os textos trabalhados pelos professores seguiam uma tendência de pouco raciocínio? Acho que a segunda alternativa é a que mais se aproxima da realidade brasileira, somos o país dos analfabetos funcionais, o que importa são os números, o Brasil tem que mostrar para o mundo que não é mais país de analfabetos, afinal, evoluímos, funcionais.
E para que serve ao governo um povo pensante? É melhor deixar isso quieto, se uma catástrofe dessa acontece, não haverá quem compre os produtos dos patrocinadores da campanha deles e ainda se dê ao desprazer de votar.


sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Em momentos de raiva...


E se fosse você?

Informação demasiada

Ontem (16/09/10) participamos de uma aula bastante interativa, uma continuação da aula de terça feira (14/09/10). O Prof. separou os alunos em grupos, cada grupo ficou com a tarefa de analisar textos de revistas, jornais e e-mails. Após essa análise um membro de cada equipe apresentou o grau de confiabilidade de um e-mail, a partir da opinião dos membros. A maioria das mensagens eletrônicas foram consideradas com pouco grau de confiabilidade ou nenhum, por ser um meio de comunicação de fácil acesso, carência de fontes confiáveis, sem referências e levando em conta os inúmeros casos de violação de informação que vemos nos noticiários.
O e-mail que li tratava da infecção de pessoas pelo transmissor da doença de Chagas, presente em uma safra de feijão, que não foi retirada do mercado, facilitando assim o consumo e a contaminação. O conteúdo alerta para que tenhamos mais cuidado com o grão, por sinal tão presente no dia-a-dia do brasileiro, porém as imagens contidas eram altamente dubidativas, os aspectos do inseto não se aproximavam do real transmissor, não continha uma referência, nenhum órgão responsável por fiscalizar esse tipo de ação foi citado. Parecia mais uma tentativa de boicote a algum empresário do ramo agropecuário do que um informativo preocupado com a saúde pública. Inferimos que era falso, importante, mas falso e representante de interesses escusos. É muito importante que questões como essas sejam levantadas, pois, quase nunca atentamos para aquilo que está em nossas mesas, a não ser quando o prejuízo é imediato.
Outros grupos falaram sobre a gravação de informações de hospedes em cartões magnéticos por parte de hotéis e pousadas (considerada confiável), a criação da igreja em adoração a satanás envolvendo empresas importantes (dubidativa, será? tudo é possível), o chumbo presente em batons de grandes marcas de cosméticos (outro caso de boicote?!) e outros.
Este tipo de atividade além de iluminar nosso pensamento em relação a nossa saúde, também nos mostra o quanto os textos virtuais são vulneráveis a más intenções, nem tudo aquilo que a mente consome é realmente verdade, faz se necessário um senso crítico cada vez mais aguçado. As vezes não nos damos conta do quão importante é o ato de ler com atenção.

domingo, 12 de setembro de 2010

Tudo é provável?!

Em aula anterior o professor recolheu da turma questionários em que cada um respondeu a três perguntas, entre elas: O que é ciência? E algumas pessoas disseram que está relacionada a experimentação e hipótese. Não é errôneo afirmar esse tipo de coisa, mas a ciência vai além e é mais hipótese que experimentação.
Existem algumas ciências deficientes no quesito experimentação ou que demoram mais que outras para que os resultados sejam obtidos, por exemplo, as sociais. Para saber o comportamento dos indivíduos, a incidência de doenças, a taxa de mortalidade, de emprego em determinada região é necessário um estudo detalhado, podendo durar anos. Ou se quisermos saber o tamanho da fé de um crente em deus(es)? Estaria ai uma das limitações da ciência? A fé é abstrata! Além do mais enquanto 'manipulada' pelo homem a ciência é passível de erros.

Eu me pergunto, qual a finalidade da ciência?

Inventar parafernálias que não servem para nada? Incentivar a guerra? Curar doenças? Explorar o nosso e outros mundos? Criar atalhos? Ou simplesmente o lucro?

Desde que me entendo como ser pensante, ou não, vejo em noticiários: salvação de enfermos, grandes descobertas, riquezas, longevidade, muitas coisas boas; Mas também a miséria, a xenofobia, o egoísmo, as batalhas, a adoração ao acúmulo de bens materiais. O homem que estende a mão é o mesmo que mata com altos requintes de crueldade, será que a tecnologia chegou ao homem bom e não ao mau? Não! A ciência não manda matar, ela incita e dá as ferramentas, você escolhe entre usá-la para o bem ou para o mal, caso não existisse a possibilidade de ascensão e lucros exorbitantes as tensões mundiais seriam menores.

E nos primórdios quando não se podia contar com a sofisticação atual?

Essa parece fácil, necessidade! Imagino que o homem das cavernas buscava ferramentas que pudessem facilitar a sua sobrevivência e nessas buscas encontrou-as. Hoje na era contemporânea o que se vê são cientistas ora buscando soluções para os problemas da humanidade ora buscando problemas para a humanidade, alguns lucram com isso. Mas até mesmo quando se tem uma boa intenção é possível que se crie algo negativo, a tecnologia é vasta e muitas vezes foge do controle de nossas ingênuas mãos, é preciso ter cuidado com o que se faz.
Há países que impõem regras aos seus pesquisadores, outros são altamente liberais, dizer o que leva tais países a liberar ou proibir a pesquisa é algo colossal e que reúne uma série de fatores, os quais prefiro deixar para outro momento, já o que pode acontecer onde não há limites é imaginável, imensas mudanças, boas e maléficas.
Estou começando a temer o terrorismo biológico, infelizmente, entre outros.


quarta-feira, 1 de setembro de 2010

None but ourselves can free our minds

Me deixe pensar
Eu quero ser livre

Não me sufoque
Aprendi a ser livre

Hoje sou liberto
Eu sei ser livre...

Nem tudo que escrevo é exclusivamente para o leitor, é também para mim... para nós.

Diferentes formas de pensar

Planejamento do semestre apresentado; temos que ler mais, estudar mais.

Prof. Éric citou a respeito das diferentes formas de pensar, algo que chamou minha atenção, é um assunto em que não costumamos refletir, mas que está bastante presente em nosso dia-a-dia. Cada individuo tem um modo único, especial de aplicar suas principais habilidades para aprender de uma forma mais agradável e produtora. Há os que gostam de sons, de silêncio, lugares excêntricos, companhia, solidão, textos afins, imagens, tato... tudo o que lhes propiciar momentos de total concentração, suprindo assim as necessidades individuais.
Eu costumo me inspirar em lugares, canções, por exemplo: Where is the love? (Black Eyed Peas), essa letra me envolve, faz pensar sobre o caos que vivemos de não respeito e desamor ao próximo, o sofrimento dos mais necessitados, no mais, é uma viagem muito longa... um transporte para outro mundo, um mundo só meu que também mergulho pelos reggaes do grande Bob, além dos de Edson e Sine, grandes conterrâneos.
Metacognição, que palavra louca é essa?
Não foi meu primeiro contato com ela, sabia que era algo sobre conhecimento, não me recordava seu real valor semântico, então...

O que é a metacognição?

Metacognição é o conhecimento e a consciência que se tem de seus próprios processos de pensamento e estratégias e a capacidade para avaliar e regular os processos de um pensamento próprio.

(Wilson, 14) É aprender a pensar sobre o como e o porquê do que se faz.

Fonte: http://www.gtav.asn.au/interaction/issues/v29n4_dec01/metacognition.htm

Foi neste site que encontrei uma definição mais próxima da que foi dada pelo Prof., a metacognição nada mais é que uma análise daquilo que fazemos e pensamos. Não simplesmente pensar de tal forma qual fazemos em nosso cotidiano, tem que ser inédito.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Liberdade para pensar

Em grande parte do período escolar meus mestres apenas faziam com que eu decorasse palavras, locais, regras e pouco se importavam com a minha reflexão a partir dos conceitos propostos por eles. Esse método de ensino é ineficaz e gera um bloqueio no pensamento do indivíduo e o mesmo não consegue pensar além do que sua mente está acostumada, limitando assim as possibilidades que ele tem de intervir em proposições diversas. Tive a oportunidade de ter alguns bons professores no ensino médio, que me ajudaram a expandir a minha capacidade crítica, fazendo com que eu não ficasse apenas atrelado a regras isoladas.
Agora, na universidade, fico feliz em poder dar continuidade ao que me foi passado anteriormente, é preciso que eu, como discente pense, pense e pense. Devo expor ao professor a minha percepção das coisas.
É uma situação um tanto confusa para os que não estam acostumados a ter autonomia, o momento é de adaptação e liberdade.
Não mais decorar, deixarei fluir o pensar.