Ontem (16/09/10) participamos de uma aula bastante interativa, uma continuação da aula de terça feira (14/09/10). O Prof. separou os alunos em grupos, cada grupo ficou com a tarefa de analisar textos de revistas, jornais e e-mails. Após essa análise um membro de cada equipe apresentou o grau de confiabilidade de um e-mail, a partir da opinião dos membros. A maioria das mensagens eletrônicas foram consideradas com pouco grau de confiabilidade ou nenhum, por ser um meio de comunicação de fácil acesso, carência de fontes confiáveis, sem referências e levando em conta os inúmeros casos de violação de informação que vemos nos noticiários.
O e-mail que li tratava da infecção de pessoas pelo transmissor da doença de Chagas, presente em uma safra de feijão, que não foi retirada do mercado, facilitando assim o consumo e a contaminação. O conteúdo alerta para que tenhamos mais cuidado com o grão, por sinal tão presente no dia-a-dia do brasileiro, porém as imagens contidas eram altamente dubidativas, os aspectos do inseto não se aproximavam do real transmissor, não continha uma referência, nenhum órgão responsável por fiscalizar esse tipo de ação foi citado. Parecia mais uma tentativa de boicote a algum empresário do ramo agropecuário do que um informativo preocupado com a saúde pública. Inferimos que era falso, importante, mas falso e representante de interesses escusos. É muito importante que questões como essas sejam levantadas, pois, quase nunca atentamos para aquilo que está em nossas mesas, a não ser quando o prejuízo é imediato.
Outros grupos falaram sobre a gravação de informações de hospedes em cartões magnéticos por parte de hotéis e pousadas (considerada confiável), a criação da igreja em adoração a satanás envolvendo empresas importantes (dubidativa, será? tudo é possível), o chumbo presente em batons de grandes marcas de cosméticos (outro caso de boicote?!) e outros.
Este tipo de atividade além de iluminar nosso pensamento em relação a nossa saúde, também nos mostra o quanto os textos virtuais são vulneráveis a más intenções, nem tudo aquilo que a mente consome é realmente verdade, faz se necessário um senso crítico cada vez mais aguçado. As vezes não nos damos conta do quão importante é o ato de ler com atenção.
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